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A Secretaria estadual da Saúde realiza nesta quarta-feira (18) uma reunião com as entidades parceiras para iniciar a implantação
das novas diretrizes dos tratamentos da tuberculose, em homenagem ao Dia Nacional de Combate à Tuberculose (17). O objetivo
é diminuir as taxas de abandono do tratamento e aumentar as de cura e as mudanças serão implantadas a partir do início de
2010.
Dados preliminares da Secretaria da Saúde mostram que a taxa de cura da doença chega a 73,3% e de abandono a 7,9%. Com
o objetivo de melhorar estes índices, ampliou-se a supervisão nos tratamentos para garantir que o paciente tome a medicação
corretamente e não deixe o tratamento de lado, além da inserção de uma nova substância na composição do medicamento utilizado.
"O abandono do tratamento pode causar problemas sérios de saúde, pode gerar um bacilo resistente ao medicamento. Com estas
duas medidas esperamos maior adesão ao tratamento e como consequência aumento nas taxas de cura e redução das taxas de abandono",
explica a chefe da Divisão de Controle de Doenças Endêmicas Prevalentes (DVCDE), Elisabeth Thadeo Sens.
O novo tratamento prevê doses fixas combinadas nos dois primeiros meses, com a inserção da substância etambutol na composição
do comprimido utilizado. "O novo tratamento conterá quatro substâncias, ao invés de três. Será inserido no tratamento já existente
o uso da substância etambutol para reduzir a possibilidade do bacilo da tuberculose criar resistência", explica a coordenadora
do Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT), Betina Gabardo.
Apesar da introdução deste novo fármaco o tratamento permanece com duração de seis meses. O paciente receberá os comprimidos
conforme a sua faixa de peso, como, por exemplo, um adulto com peso igual ou superior a 50 quilos receberá três comprimidos
ao dia.
De acordo com ela, caso o paciente abandone o tratamento ou faça uso irregular da medicação isto possibilitará ao bacilo
criar resistência aos medicamentos, levando à necessidade de tratamento mais longo com 5 drogas (18 meses) com uso de injeções
por 6 meses e maior possibilidade de efeitos colaterais. "É importante, portanto, que o paciente saiba destas consequências",
explica a coordenadora.
Para garantir o sucesso do tratamento, é necessário que ele seja supervisionado. Esta supervisão poderá ser realizada
em diferentes locais como nos domicílios, Unidades de Saúde (US) ou nos locais de trabalho, por diferentes integrantes da
equipe da saúde, sempre que possível com o apoio dos familiares. "A supervisão garante a ingestão correta do medicamento e
também estabelece um melhor vínculo entre o paciente e a equipe da Unidade de Saúde e maior confiança e adesão do paciente",
completa Elizabeth.
MULTIPLICAÇÃO - No mês de outubro, foi realizada uma capacitação para os técnicos das regionais de saúde e dos municípios
que são referências para o tratamento para explicar estas mudanças. Afinal, eles serão os responsáveis pela multiplicação
dos conhecimentos adquiridos aos demais profissionais que trabalham com a tuberculose nas unidades de saúde. O treinamento
contou com a participação de representantes do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), do Laboratório Central do Estado
(Lacen), e do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) e Programa Estadual de Controle da Tuberculose (PECT).
OUTRAS AÇÕES - No dia 13 de novembro, os profissionais do Hospital Regional São Sebastião da Lapa, que é referência para
o tratamento da doença, celebraram o "Dia Nacional de Combate à Tuberculose". Foram ministradas duas palestras voltadas a
pacientes internados no hospital sobre a prevalência da soropositividade da infecção nos pacientes e sobre as mudanças nos
medicamentos utilizados no tratamento.
Fonte: AEN - SESA